Parabéns pela aprovação no concurso da CAIXA, você superou muitos dos 1,6 milhão de concorrentes. Mas a nomeação ainda não está garantida. Agora você precisa se preparar para as próximas etapas.
Assista ao vídeo e confira o que nosso especialista fala sobre a avaliação racial.
E, se você for pardo, se liga que a Banca vai tentar te sabotar! Mas calma que estamos aqui para te ajudar a entender todo o processo de heteroidentificação e o comportamento das comissões, para você conseguir comprovar sua raça e realizar o sonho de se tornar um funcionário público.
Aí você me pergunta: – Ué, mas eu li no edital que a Banca não aceitará nenhum tipo de documentação que comprove etnia.
Verdade! E, isso só prova duas coisas: a primeira é que agora, definitivamente, você está correndo o risco de ser eliminado e a segunda é que esse posicionamento da Banca é completamente ILEGAL. Ela NÃO PODE LIMITAR O DIREITO DE DEFESA DO CANDIDATO, logo não aceitar documentação comprobatória fere o princípio da razoabilidade e ampla defesa.
Agora que você já sabe da primeira grande ilegalidade, como poderá confiar na avaliação da comissão?! Certamente, você não deve saber por onde começar, calma que a gente te ajuda!
Vamos começar partido do entendimento que a Banca não é sua amiga, ela precisa eliminar candidatos. A etapa de heteroidentificação é a etapa que mais elimina candidatos, alguns merecidamente por tentativa de fralde no sistema de cotas e outros, injustamente, por não apresentarem traços tão marcantes para serem considerados pretos e ou pardos.
Aí você se pergunta: – Como vou provar que sou pardo se meus traços não são negroides, se meu cabelo não é tão crespo, se meus lábios não são grossos e ainda por cima tenho um nariz relativamente fino?! Tem como sim!
Confira este artigo feito por nosso especialista em cotas raciais e descubra como se preparar para que a Banca não te elimine nessa fase e veja que existem vários mecanismos que irão te ajudar a comprovar sua herança racial. Confira!
Heteroidentificação – verificação da autodeclaração racial
Se é seu primeiro concurso, provável você não sabe muito sobre o que é a etapa de heteroidentificação, vou explicar rapidinho de forma resumida para você entender. Heteroidentificação nada mais é que a verificação da autodeclaração racial que você fez quando se inscreveu no concurso. É, isso meu amigo, não basta só se declarar preto ou pardo, as Bancas têm comissões para validar essa autodeclaração, para evitar fraudes. Afinal, você cansa de ver nos jornais a quantidade de pessoas que tentam se passar por pretos e pardos para usufruir das cotas.
Acontece que, na teoria é lindo, mas na prática as Bancas andam se mostrando bem despreparadas, errando muito e eliminando candidatos que tem direito à cota.

Principais erros da Bancas – comissão de heteroidentificação
As Bancas criam uma comissão para avaliar seu traço fenotípico, mas o que é isso de fato?! Bem, são seus traços físicos, facilmente notáveis como formato e cor dos olhos, cor da pele, tipo do cabelo, formato do nariz e dos lábios.
Quando a pessoa é preta, é fácil fazer esse reconhecimento e raramente é preciso juntar documentação para provar. Mas, quando se é pardo, espera-se que os avaliadores tenham um maior domínio das políticas afirmativas e da história cultural do nosso país, mas raramente possuem.

Recebemos tantas pessoas, aqui no escritório, que estão passando por isso, que estamos tentando te preparar, para você ir para essa etapa e ter êxito de primeira. É tanta injustiça, que decidimos nos dedicar 100% ao direito do concurseiro, vou te contar os erros, baseado nos processos dos nossos clientes. Veja:
Diante da falta de preparo dos membros das comissões, os erros mais comuns deles e das Bancas são: a forma em que essa comissão foi criada (se ela cumpriu um dos requisitos exigidos por lei, ou seja, 5 membros de raças diferentes e gênero misto), a maioria peca aí, subjetividade na hora da avaliação, ou seja, não tem critério técnico, falta de transparência tanto na divulgação prévia dos currículos dos avaliadores, quanto à motivação, em caso de eliminação (chove justificativas copiadas de outros candidatos com fundamentação rasa e esdrúxula), e para completar, a demora em disponibilizar a justificativa em tempo hábil para que o candidato possa entrar com recurso. Viu só, porque você precisa se preparar?!
Comprovando raça por meio da cor da pele
Saiba que as Bancas devem seguir os critérios de raça adotados pelo IBGE (branca, preta, parda, amarela e indígena).

1.Branca: características fenotípicas típicas de descendentes de europeus.
2.Preta: características fenotípicas típicas de descendentes de africanos.
3.Parda: indivíduos que se identificam com uma mistura de características fenotípicas de descendentes de europeus, africanos e indígenas. Esta categoria é frequentemente associada a pessoas de cor de pele morena.
4.Amarela: características fenotípicas típicas de descendentes de asiáticos (principalmente japoneses, chineses e coreanos).
5.Indígena: indivíduos que se identificam com pele acobreada a marrom-clara, cabelos lisos e espessos de cor preta ou castanho escuro, rosto arredondado com maçãs do rosto proeminentes, nariz de tamanho médio a grande com narinas largas, olhos amendoados de cor castanha escura a preta, e lábios bem definidos.
Parece simples não é, mas como você sabe as Bancas não fazem essa avaliação corretamente.
Um dos recursos que utilizamos aqui no escritório é a fundamentação científica para comprovar raça por meio da cor de pele e isso é feito através de laudo dermatológico.
A Escala de Fitzpatrick, utilizada em dermatologia para classificar tipos de pele, é uma ferramenta muito útil. Essa escala categoriza a pele em seis tipos, variando do tipo I (pele muito clara) ao tipo VI (pele muito escura).

A compreensão e aplicação correta dessa escala podem ajudar os avaliadores a realizar uma identificação mais justa e precisa. Por isso, recomendamos que os candidatos pardos tenham o laudo. Pardo, você está entre os tipos III, IV e V.
Polêmica: pode tomar sol antes da avaliação de heteroidentificação?
Deve! Tomar sol antes da avaliação é benéfico, especialmente para pessoas pardas que estão tentando comprovar sua raça. A exposição ao sol realça o tom de pele, que é crucial na heteroidentificação. A pele bronzeada evidencia melhor a melanina, ajudando os avaliadores a identificar de forma mais precisa a identidade racial do candidato. Afinal, pessoas brancas quando tomam sol elas não se bronzeiam, elas ficam com a pele avermelhada. E, essa é a maior prova de que você não pertence aos outros tipos de raça.
Comprovando raça pela herança social

O laudo antropológico é fundamental para comprovar a identidade racial de um candidato que não tem traços tão marcantes. Esse documento, elaborado por especialistas em antropologia, oferece uma análise detalhada das características fenotípicas e culturais do indivíduo, fornecendo uma base científica para a autodeclaração racial.
Para se blindar dos possíveis erros na heteroidentificação da CAIXA, fugir da subjetividade dos avaliadores, recomendamos também que o candidato tenha o laudo antropológico. Ele serve como uma prova robusta e objetiva da herança racial. Além de auxiliar na argumentação, em caso de eliminação injusta, nos recursos administrativos e judiciais, aumentando as chances de reversão de decisões equivocadas.
Tipos de documentação que você deve ter para passar tranquilamente pela heteroidentificação
Fotos: as fotografias são uma das principais evidências utilizadas no processo de heteroidentificação. Elas permitem que a comissão observe as características fenotípicas do candidato de maneira objetiva.
Recomendamos que o candidato tire fotografias recentes em alta resolução, de diferentes ângulos (frontal, perfil esquerdo, perfil direito) e em boa iluminação. As fotos devem ser claras e focar nas características faciais e do cabelo.
Certidão de nascimento: esse documento pode incluir informações sobre a cor ou raça do candidato e de seus pais, o que pode ser útil para corroborar a autodeclaração.
Documentos escolares: registros escolares podem conter informações sobre a identidade racial do candidato, especialmente se ele estudou em escolas que adotam políticas afirmativas ou registram a identidade racial dos alunos.
Outros documentos históricos: certificados de reservista, fichas de matrícula, registros de censo, e outros documentos históricos que contenham informações sobre a identidade racial do candidato e de seus familiares.
Laudo dermatológico: emitido por dermatologistas, este laudo pode incluir uma análise detalhada das características fenotípicas do candidato, como a cor da pele, o tipo de cabelo e outras características físicas relevantes.
Laudo antropológico: emitido por antropólogos, este laudo pode fornecer uma análise aprofundada das características físicas e históricas do candidato, incluindo a análise de traços fenotípicos e sua correlação com grupos étnico-raciais.
Certidão de raça/cor: é um documento emitido por alguns estados brasileiros que atesta a identidade racial do indivíduo com base em suas características fenotípicas e documentos históricos.

Para boter a certidão raça/cor o candidato deve se dirigir à Polícia Civil ou ao órgão competente em seu estado e solicitar a emissão da certidão, apresentando documentos e evidências que corroborem sua identidade racial.
A Importância da consultoria jurídica especializada
Sabemos que é muita documentação, e para conseguir algumas delas pode levar um tempo considerável. Por isso, é importante você sair na frente e se antecipar.
Com a nossa consultoria jurídica, especializada em cotas raciais, você terá sucesso nessa etapa do concurso. Nossos especialistas tem o conhecimento e a experiência necessários para te orientar na reunião de toda essa documentação e na preparação para a avaliação.
Além disso, em caso de eliminação, a consultoria oferece ainda suporte nos recursos administrativos e judiciais, aumentando significativamente as chances de reversão da decisão.
Foi ótimo estar com você até aqui, espero que o conteúdo tenha sido útil. Deixe seu comentário para melhoramos ainda mais. E, claro, vai ser muito gratificante ter você como cliente.
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